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Preço de tokens de input e output: o que muda a fatura

Veja como a proporção entre input e output altera o custo, por que médias escondem risco e quais controles importam.

ai-cost pricing planning
Uma balança com uma pilha azul pequena de input e uma pilha coral maior de output

Tokens de input são as instruções e o contexto enviados ao modelo. Tokens de output formam a resposta gerada. Os provedores costumam publicar preços separados, então duas aplicações com o mesmo total de tokens podem receber faturas diferentes quando a proporção muda.

Por que um preço médio por token pode enganar

Imagine um modelo hipotético com preço de US$ 2 por milhão de tokens de input e US$ 10 por milhão de tokens de output. Em 10 milhões de tokens totais, o custo muda com a parcela da resposta:

Parcela de outputTokens de inputTokens de outputTotal
10%9M × US$ 2 = US$ 181M × US$ 10 = US$ 10US$ 28
30%7M × US$ 2 = US$ 143M × US$ 10 = US$ 30US$ 44
50%5M × US$ 2 = US$ 105M × US$ 10 = US$ 50US$ 60

O modelo e o volume não mudaram; apenas a proporção mudou. Por isso o CostUse mantém input, output e uma referência mista de 70/30 em colunas separadas.

O que aumenta o volume de input

  • Instruções de sistema longas enviadas em toda requisição
  • Histórico da conversa reenviado ao modelo
  • Documentos recuperados, resultados de busca e respostas de ferramentas
  • Esquemas, exemplos e regras de formatação extensos
  • Contexto repetido que não atende às regras de cache

Reduzir input não significa apenas encurtar o prompt. Veja o que a aplicação reenvia automaticamente. Uma mensagem curta do usuário ainda pode formar uma requisição grande quando carrega histórico e contexto recuperado.

O que aumenta o volume de output

  • Limites máximos de resposta muito altos
  • Pedidos de explicações longas ou várias alternativas
  • Campos estruturados verbosos e texto repetido
  • Ciclos de ferramentas que acrescentam outra resposta
  • Novas tentativas que geram tudo novamente

Defina o limite de resposta por fluxo. Uma classificação, uma resposta de suporte e um relatório longo não devem compartilhar o mesmo teto. O limite correto é o menor que ainda atende à exigência do produto.

Onde entram cache e processamento em lote

Alguns provedores publicam preço menor para input em cache ou processamento em lote. A economia depende de condições. Confira quais tokens são elegíveis, validade do cache, volume mínimo e prazo de processamento. Use o preço padrão como referência conservadora até comprovar a elegibilidade.

Consulte a documentação atual: preços da OpenAI, preços do Claude e preços do Gemini.

Como comparar modelos de forma justa

  1. Meça input e output em uma amostra de tarefas reais.
  2. Use a mesma amostra e exigência de qualidade em todos os modelos.
  3. Calcule a proporção esperada e um cenário pesado em output.
  4. Inclua novas tentativas, cache e serviços que não cobram por token.
  5. Abra a tabela completa de preços e aplique as mesmas premissas à lista curta.

Conclusão

O total de tokens não explica sozinho uma fatura de LLM. Registre em qual lado da requisição eles surgiram. Com input e output medidos separadamente, os controles ficam objetivos: encurtar contexto repetido, limitar respostas por tarefa, reduzir novas tentativas e aplicar descontos apenas quando as condições correspondem à produção.